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VISÃO AMPLA SOBRE BLOCKCHAIN ALIMENTAR

VISÃO AMPLA SOBRE BLOCKCHAIN ALIMENTAR

Nos bastidores do primeiro blockchain alimentar da Europa.

Durante um ano, em segredo, uma equipe do Carrefour criou um banco de dados infalsificável tornando cada etapa da produção de um lote de alimentos transparente e acessível aos consumidores. Levantar da cortina nesse projeto precursor.

VISÃO AMPLA SOBRE BLOCKCHAIN ALIMENTAR

“Eles fizeram!”, dizia o título da revista americana Business Week nesta primavera, no dia seguinte ao lançamento do blockchain alimentar do Carrefour. No mesmo momento, o Walmart, o gigante americano da grande distribuição, estava em processo de teste em seu próprio projeto… Resumindo, no Carrefour, os sete membros da equipe formada para desenvolver e gerenciar o “projeto blockchain” apreciaram o elogio. A conclusão de doze meses de um trabalho obstinado.

Tudo começou no início de 2017. Nos últimos anos, vários escândalos sanitários abalaram a confiança do consumidor: como garantir a origem e a rastreabilidade dos alimentos que eles compram? O Carrefour pensou no blockchain. Esse registro digital criptografado e alimentado por seus usuários que permitiu a criação do famoso bitcoin também nasceu de uma crise de confiança, desta vez em relação aos bancos. E se essa tecnologia fosse aplicada no setor alimentício?

Emmanuel Delerm, especialista da gestão de projetos no Carrefour, decifra o terreno, acompanhado de dois escritórios especializados, Crystalchain e Connecting Food. Ele montou uma célula interna e reuniu cinco informáticos. “Temos uma cultura de pioneiros, destaca Emmanuel Delerm. Queríamos que esse blockchain fosse um produto Carrefour.”

Três meses depois, a pequena equipe está certa sobre a tecnologia a ser adotada: será Ethereum, “a mais estável da época”. A equipe também determinou um alimento que seria usado como teste no projeto: galinha caipira de Auvergne. Um tipo de produto familiar, presente em todas as geladeiras.

 

Reunião das provas

Falta então reunir as provas de rastreabilidade que o consumidor espera. Aqui a coisa fica complicada: “As provas existiam, mas estavam fragmentadas e dispersas nos nossos parceiros. Precisamos de quinze dias para reuni-las, em formatos variados, às vezes em papel”, explica o diretor de projeto antes de destacar que, agora, alguns minutos são o suficiente.

No Carrefour, Séverine Fontaine conhece perfeitamente o Selo de Qualidade Aves: é ela a responsável. A rede de produtores com os quais o Carrefour estabeleceu parcerias, algumas de mais de vinte anos, não tem segredo para ela. Ela conhece as exigências de produção que eles respeitam e que vão além das normas regulamentares.

Ela reúne a equipe, que decide ir a campo para se encontrar com todos os atores envolvidos na produção da galinha caipira de Auvergne: sindicato dos produtores de aves, veterinário, abatedouro e a processadora de frango, neste caso através de Marc Saulnier, diretor geral da Arrivé Auvergne.

Emmanuel Delerm lembra: “Foi o Carrefour que veio lhes falar de um projeto de blockchain… No início, alguns estavam um pouco estressados, mas rapidamente entenderam que essa iniciativa agregava valor ao seu trabalho.”

Yves de la Fouchardière, presidente da cooperativa dos Fazendeiros de Loué e fornecedor de ovos para o Carrefour aderiu sem hesitar: “Fazer produtos de qualidade, é o nosso trabalho há sessenta anos! Esse projeto é a ferramenta que faltava para poder mostrar aos consumidores nossos métodos de trabalho.”

Durante esse tempo, em Massy (Essonne), na sede do Carrefour França, os cinco informáticos não largaram de seus computadores. Eles baixaram a base Ethereum, que roda na nuvem do Carrefour. Estão desenvolvem a plataforma, começam a programar os dados controlados por sistemas independentes e infalsificáveis.

Durante o verão de 2017, eles procedem aos primeiros testes enquanto uma pesquisa é realizada na loja para validar as expectativas do consumidor. Ao voltarem, eles se dedicam ao desenvolvimento dos “smart-contracts” (aplicativos que geram contratos se condições previamente definidas forem preenchidas) e aperfeiçoam a ergonomia do portal de internet. Está fora de cogitação não levar a segurança a sério, assim como construir uma ferramenta indomável para os atores da cadeia.

Em meados de fevereiro de 2018, Emmanuel Delerm e sua equipe atingem o objetivo. Uma carta é assinada entre todos os parceiros do Selo de Qualidade da galinha caipira de Auvergne e os últimos testes técnicos são conclusivos. Aquilo que devia ser um experimento virou um blockchain alimentar operacional, o primeiro da Europa. O consumidor ficou sabendo disso em março de 2018 através de um simples código QR impresso na embalagem da galinha.

Os pioneiros do blockchain no Carrefour soltam um “ufa” de alívio, mas Emmanuel Delerm pensa: “O primeiro produto foi o mais simples.” Ainda é necessário integrar os tomates Cauralina, os ovos de galinha caipira de Loué, o queijo rocamadour AOC, o salmão da Noruega até outono, a galinha de Auvergne assim como a laranja da Espanha (a confirmar pelo Carrefour) antes do Natal. Em 2022, o blockchain será assim implementado em todos os 100 selos de Garantia de Origem Carrefour na França.

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